instituto projetos ambientais, em revista

A ideia de um projeto de pesquisa - base para novas ideias


AVALIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE MODELOS INTEGRADOS EM PLANEJAMENTO AMBIENTAL ESTRATÉGICO: SINERGIA ENTRE MUNICÍPIOS, BACIAS HIDROGRÁFICAS e POLÍTICAS PÚBLICAS

(exemplo)

I. Fundamentos e Contextualização

      O Planejamento Ambiental e Urbano traduz-se como parte da ciência necessária às premissas de compreensão do espaço e das formas de ocupação territorial, aos objetivos de buscar alternativas, aplicação de tecnologias e desenvolvimento de novas metodologias para uma visão de Sustentabilidade , ou seja, traduzir sinergia entre referências de distintas “áreas” de estudo e a minimização de impactos ou a conservação sobre estoques de reservas de recursos naturais. 
     Todo eficiente processo de Gestão (ato de administrar) deriva de concretos e integrados sistemas de Planejamento. Associando-se assim diversos pontos teóricos derivados de Santos (2004). Ou seja, postulando nesta proposta de pesquisa bases conceituais relevantes e fundamentadas nos princípios do Planejamento Ambiental. Tratando o Planejamento Ambiental como uma ciência e não apenas ferramenta. O Planejador é um analista do meio que deve apresentar e dar consultas, sempre que necessário, aos tomadores de decisão (indo assim ao processo de Gestão). Embora grande parte do Planejamento seja baseada em fases técnicas, as decisões a serem tomadas dependem daqueles que sofrem ou deverão sofrer as alternativas propostas, dos gerenciadores locais e de todos aqueles que se preocupam com os destinos da região. Portanto, é necessária a participação da comunidade para que seja um processo válido.
     Destaca-se a questão das cidades e o debate que circundou a elaboração da Política Nacional de Habitação no Brasil, ao longo do ano de 2004, tendo como partida a criação do Ministério das Cidades ocorrida no ano anterior. A Política Nacional de Habitação (PNH) como cita Souza, Denaldi e Santa Rosa (2008), é regida pelos princípios do direito à moradia (CF/88), da moradia digna como vetor de inclusão social, da função social da propriedade urbana, da gestão democrática com participação dos diferentes segmentos sociais e, da articulação das ações de habitação à política urbana de modo integrado às demais políticas sociais e ambientais. A PNH tem como principal objetivo promover as condições de acesso à moradia digna para todos, especialmente para os segmentos e baixa renda, historicamente excluídos, com os quais há uma enorme dívida a ser resgatada.
     Em contrapartida à compreensão, a história ambiental brasileira firma-se na década de 90 com a criação da Secretaria Nacional de Meio Ambiente, que posteriormente transforma-se em um ministério. Diversas legislações são publicadas especialmente a partir de 1980; sendo nesta transição de décadas que se estabelece a terminologia ‘Desenvolvimento Sustentável’; o termo ganha uso em diversas correntes e discursos. Em 1997 define-se pela Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos a Bacia Hidrográfica como unidade físico-territorial de gestão. Nesta transição de três últimas décadas, cidades avançaram de forma desordenada sobrepondo-se aos recursos e vocações ambientais de regiões .
     Neste ponto, colocam-se as questões sobre se o poder local, ao criar representações, uma linguagem própria e um sistema de ações coletivas pode constituir-se em um efetivo poder político capaz de gerar uma esfera pública diferenciada do Estado Nacional. Este problema está posto na discussão de Biarez (1989) sobre o poder em diferentes tipos de cidades na França. No Brasil, identifica-se cada vez mais, a consolidação de um tipo de poder local que interage com o Poder Político Nacional, mas não constitui a sua simples reprodução. No tema ambiental e de Gestão de Recursos Hídricos a recomendação legal e o grande avanço encontra-se (também) na possibilidade da participação dos diversos setores da sociedade.
(discorrer)
II. Objetivos


     2.1. Dos elementos de paisagem – a construção de cenários ambientais e de ocupação territorial, a partir de núcleos populacionais, pela caracterização e integração ao universo das Tecnologias Ambientais – ora captadas por SIGs, identificações in situ (colheita e análise instrumental), instrumentos de planejamento e aparatos (como os planos diretores, planos de bacias, zoneamentos ambientais), caracterização da qualidade da água, uso de (bio) indicadores da qualidade geofísica e ambiental. Relacionando-se efeitos da dimensão humana e o recursos naturais.

2.2. De aplicação do Planejamento Ambiental: estudar a relação entre aspectos de ‘áreas’, ‘escalas’ e ‘tempos’. Conjugar essas vertentes próprias do planejamento ambiental: a área de estudo (relação urbano-bacia hidrográfica), associada às diferentes escalas de indicadores e relacionando a dimensão temporal – sazanolidade e história; neste caso com associação ao urbano. Buscando-se observar postulados resultantes dessa sinergia com as Bacias Hidrográficas e tendências nos fluxos de gestão. Buscando torná-lo um planejamento ambiental-estratégico.
 (adequar ao seu projeto)

III. Estratégias Metodológicas 

      A aplicação ou construção metodológica deve partir da busca por: compreender a essência nas pesquisas da Universidade Federal do ABC. Estudos e busca pelo ‘apreender’ ocasionado por autores diversos no tema especialmente urbano. Evidentemente, as proposições metodológicas partem da elaboração de um projeto em 1998, como nova linha de estudos. As estratégias propostas na construção de proposições metodológicas estão bem representadas nas Figuras 1(a), 1(b) e 1(c) abaixo identificadas, como um resultado obtido em avaliações técnico-científicas. 
     As Figuras apresentadas indicam resultados de compreensão do espaço por meio do uso de ferramentas tecnológicas e fundamentadas no Planejamento Ambiental e planejamento experimental (estatística), rede de monitoramento, laboratório de saneamento, geração de imagens de uso e ocupação do solo, avaliação do zoneamento com resposta visual e política, sobreposição de resultados, análise multicriterial.  
     Fundamenta-se como partida metodológica, a este desafio, a discussão feita por Ordoñez, J. L. (2006) no III Congresso de Engenharia, Território e Meio Ambiente, sobre o que considera Los Bordes de La Ciudad; refletindo sobre a fragmentação do território urbano atual. Durante muito tempo o zonemento significou um princípio teórico e prático de compreensão e planejamento da cidade – delimitação de núcleos, zonas, ordenanças – e no último quarto de século, essa análise morfológica dos tecidos urbanos, enriqueceu extraordinariamente o ‘simplismo funcionalista’, mostrando a riqueza e complexidade das formas urbanas.
(reconstruir) 

IV. PROJEÇÕES E CONSIDERAÇÕES

Um ponto temático chave que se espera combinar aos estudos são os elementos de demografia e partindo de cenários atuais e reais para a projeção de cenários futuros, com diretrizes integradas em estudos e pesquisas para melhoria da qualidade na organização do espaço-paisagem e uso sustentável dos recursos hídricos.
            Evoluir para a construção de modelos, partindo-se da experiência em Paulínia-SP, expressando novas formas de integração entre o urbano e bacias hidrográficas; analisando-se efeitos da dimensão humana nos elementos e estoques ambientais, ponderando-se sobre sinergia e fluxos de energia e matéria.
            Como no próprio projeto político pedagógico da Univesidade Federal do ABC, com nascedouro do ‘zero’ a apresentação do projeto se mostra como suscetível aos problemas de Território e Água em regiões metropolitanas, não sendo o destaque a região do ABC, que poderia ser a base de sustentação da proposta. Neste caso, a opção está voltada à formulação dos fundamentos e dos objetivos, assim com imparcialidade para o encontro no reconhecimento profissional e atuação em disciplinas.
      De forma final, valoriza-se, como suplementar ao projeto da UFABC, e ao anteriormente colocado que, a ênfase maior é a compreensão da paisagem e caminhos para sua readequação em função da meta sócio-ambiental e redistribuição espacial da população pela relação com os recursos hídricos. Somam-se as importantes abordagens tecidas ao redor do conceito de cidade-região e as menções de Klink (2001) explicitando logicamente uma interrelação entre o espaço de localização da UFBAC e as próprias compreensões outras entre economia, história e tendências na produção e formatos da dimensão urbana. O importante legado de Rolnik (2008) e experiências associam-se para início de estudos nesta proposição para carreira acadêmica. Contrapondo o que a socióloga Saskia Sassen conceitua como ‘cidade global’.
            Ab’Sáber (2009) referenda uma proposição conclusiva para esta proposta de projeto, com suas indicações, estudos, legado: Projetar o espaço construído só é possível com o entendimento do espaço natural. E essa questão é absolutamente intrínseca ao trabalho atual dos planejadores. Ao entender o que acontece no espaço natural é possível projetar o futuro e medir suas conseqüências - afinal, é no futuro que existe a obra construída, assim como o impacto causado na cidade e em seus habitantes.
(também pode ser intitulado 'considerações finais') 

V. Bibliografia Elementar

Ab’Saber, A. Um breve futuro da natureza. In: www.revistaau.com.br, acesso em 31 de Março de 2009.

Alves, F. V. Seleção de sítio e tecnologia para tratamento de esgotos: o caso de Paulínia-SP. Campinas: Dissertação de Mestrado, FEC/Unicamp, 2003.

Andreatta, V. Favela-bairro, um nuevo paradigma de urbanización para asentamientos informales – tecnologia para el desarrollo humano. Madrid:  Ed. Ingenieria sin Fronteras, cuaderno 03, ISSN: 1697-82X, 2005.

Biarrez , S. Le Pouvoir Local. Paris: Ed. Econômica, 1989.

Brasil. Lei 9.433 – Política Nacional de Recursos Hídricos. Brasília: 08 de Janeiro de 1997.

Brasil. Lei 10.257 – Estatuto das Cidades. Brasília-DF: DOU, Ed. 133 de 11/07/2001.

Campos Filho, C. M. Cidades Brasileiras: seu controle ou o caos – o que os cidadãos devem fazer para a humanização das cidades no Brasil. São Paulo-SP: Studio Nobel, 2001.

Carmo, R. L. A água é o limite? Redistribuição espacial da população e recursos hídricos no Estado de São Paulo. Campinas-SP: Tese de Doutorado, IFCH/Unicamp, 2001.

Klink, J. J. A cidade-região: regionalismo e reestruturação no Grande ABC Paulista. Rio de Janeiro-RJ: DP&A, 2001.

Lima, R. C.; Amuí Jr., M. A.; Stacciarini, R. Paradigmas e proposição de políticas públicas em gestão ambiental do Município de Uberaba-MG. In: Anais III Congresso de Engenharia Civil, Território e Meio Ambiente – Água, Biodiversidade e Engenharia, Zaragoza, 2006. p. 246

Maricato, E. Metrópoles Brasileiras. São Paulo-SP: Instituto Goethe, 2006.

Merino, M. En busca de la Democracia Municipal: La Participación ciudadana en el gobierno local. México: Colégio del Mexico, 1994.

Rolnik, R. O que é cidade? São Paulo-SP: Brasiliense, 2004.

Rolnik, R. Folha de São Paulo. São Paulo-SP: Entrevista de 30/06/2008.

Santos, M. Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo. São Paulo-SP: Ed. Nobel, 1990.

Santos, M. O país distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo-SP: Publifolha, 2002.

Santos, R. F. Planejamento Ambiental: teoria e prática. São Paulo-SP: Oficina de Textos, 2004.

Souza, C. V; Denaldi, R.; Santa Rosa, J. Acesso ao solo urbano: limites e possibilidades. Acesso à terra urbanizada implementação de planos diretores e regularização fundiária plena. Florianópolis-SC: UFSC, Ministério das Cidades, 2008. p. 132-159

Stacciarini, R.; Espíndola, C. R.; Paterniani, J. E. S. Integração da gestão de recursos ambientais e ordenação territorial nos Municípios de Paulínia e Cabreúva (Estado de São Paulo, Brasil). In: Anais III Congresso de Engenharia Civil, Território e Meio Ambiente – Água, Biodiversidade e Engenharia, Zaragoza, 2006. p. 246

Stacciarini, R. Avaliação da qualidade dos recursos hídricos no Município de Paulínia, Estado de São Paulo, Brasil. Campinas-SP: Tese de Doutoramento, 2002.

Touraine, A. Crítica da Modernidade. Petrópolis-RJ: Ed. Vozes, 1994.

Vaneigem, R. Aviso a los vivos sobre la muerte que los gobierna y la oportunidad de deshacerse de ella. Madrid: Ed. Tierradenaide, 2002.


Direitos Difusos - resultado da enquete


     Do livro Introdução ao Direito Ambiental, esclarece Ana Pellegrini Grinover citada por Carvalho (2001) "apesar de certa imprecisão terminológica , existem diferenças entre interesses coletivos e difusos: entende-se, por interesses coletivos, os interesses comuns a uma coletividade de pessoas, unidas entre si por um vínculo jurídico, numa relação básica perfeitamente indentificável: a sociedade comercial, o condomínio, a família, até o sindicato e certas associações profissionais congregam conjuntos de pessoas determináveis, ainda que com menor ou maior facilidade. Já nos interesses difusos inexiste a relação-base, sendo o vínculo que une as pessoas limitado a fatores conjunturais e genéricos, acidentais e mutáveis: habitar a mesma região, consumir o mesmo produto, subordinar-se a certos empreendimentos, sujeitar-se a contigências econômicas e sociais. Trata-se de interesses espalhados e informais à tutela de necessidades, coletivas e de massa, comuns a um conjunto indeterminado e extremamente vasto de pessoas."

Acertou a enquete quem assinalou a letra (e) - 25% das respostas.
Até a próxima!


Bibliografia

Carvalho, C. G. Introdução ao direito ambiental. São Paulo: Ed. Letras e Letras, 3ª edição, 2001, 274 p.

O rio de oportunidades



      Diz-se do Meio Ambiente como um campo intrincado e um nicho de mercado infinito - técnico, científico, profissional, cultural e politicamente capaz até de impulsionar novos paradigmas e modos de viver, mais próximos de resultados gratificantes para o trabalho e para o pessoal de quem se envolve com esse tema. E o é.

    Vê-se também, por outro lado, resultados na forma com que atores-decisores do campo político estão transformando as conquistas históricas e décadas de pesquisa em ações impulsivas, planos impensados e destoantes dos fundamentos científicos e dos riscos ao próprio meio ambiente e às populações. Constata-se que a Sustentabilidade está de fato no discurso.

     Não é díficil ver profissionais dizerem que a teoria é diferente da prática. São suplementares. A prática é a execução da teoria, e a teoria avança e se sustenta pelas respostas práticas,  tornando-se insensato a parte que diz o contrário. Se a legislação diz que a faixa ciliar é de 30 metros, não são 15 nem 10. Visto que a legislação se sustenta em critérios e padrões que levaram a este valor. E o que se tem na realidade, quando se quer distorcer teoria e prática, são usuários que por falta de formação técnica ou compromisso ético adoram se sustentar na ilegalidade. Ou imoralidade ambiental. Parece que de certa forma isto vem ocorrendo em amplitude.

     E onde moram então as oportunidades?
     O primeiro passo diria estar numa boa formação. Boa e sólida. Séria.
     O segundo passo diria estar na crise. A crise sempre é boa para se reverter situações. Esse emaranhado de situações pela descaracterização ambiental irá levar à decisão profissional. Grupos que vão seguir a cartilha do tanto faz e grupos que irão se impor pela sua identidade profissional e pela história ambiental, em termos científicos e coesos às premissas da gestão ambiental - políticas, planejamento e gerenciamento.
     Traçado esse divisor de águas - seja para quem estiver na condição de ator-decisor - o grande fator gama ou coeficiente de segurança ambiental estará na qualidade de seus projetos ambientais.

                                        Yf = [ projeto . Yp ] + CDA

      Ou seja, o coeficiente final de segurança será igual ao projeto ambiental com seu próprio coeficiente mais as correções por disfunções ambientais (CDA). CDA é o resultado analítico das lógicas e modelagens que corrigem erros como a não existência de matas ciliares em bordas e rios e afluentes (mesmo que legalizadas). Sendo fato que a conservação de recursos hídricos, por exemplo, é um conditio (condição sem a qual o projeto poderá ser contestado em qualquer tempo e espaço). Ou usar do princípio da tutela para desaqualificar o projeto.

     Os profissionais que não se alinharem a esta realidade pró ambiental no contexto de um futuro sustentável estarão avessos ás oportunidades. Voltemos a elas.

     - Um exemplo está na plataforma 'Faça Projeto' do Fundo Nacional de Meio Ambiente - um software aberto que permite entidades ambientalistas, prefeituras, consórcios intermunicipais, parcerias com instituições de ensino e pesquisa encaminharem projetos solicitando recursos em duas modalidades: demanda induzida e demanda espontânea. A categoria demanda induzida está alinhada a editais (montates ainda tímidos - em torno de 5 milhões em projetos entre R$ 300.000 e R$ 500.000) publicados de tempos em tempos - iniciado em 2005 sobre projetos para reflorestamentos de nascentes e rios. A ccategoria demanda espontânea é aberta e os projetos podem ser encaminhados em diferentes períodos do ano. Ao que consta o uso desse canal ainda é baixo. Deveria estar estourando projetos ambientais, de forma mesmo a forçar novos editais e investimentos, e mesmo que seu projeto não seja considerado apto na primeira vez, é um balizador para as equipes. E assim se inicia um caminho de comunicação pela arrecadação de recursos. Essa plataforma é elogiada por vários países do mundo, e aqui no Brasil muitos nem conhecem.

     - Os diversos problemas ambientais - urbanos, rurais e industriais - são outro rico caminho. Como exemplo, enchentes, respostas climáticas, agregação de valor com elementos de sustentabilidade, economia verde, legalidade e sustentabilidade, práticas sócio-ambientais, saneamento ambiental, gestão de recursos hídricos, produção mais limpa, gerenciamento de áreas contaminadas; estes e outros são segmentos que demandam projetos e acaba os tendo só de forma prática e paleativa. Por que? Porque não há a cultura de bons projetos ambientais. Algumas regiões e grupos possuem o projeto desde a equipe técnica especializada à exequibilidade qualitativa e atendendo a um delta t - coeficiente temporal planejado. Equipes melhores estruturadas e cientistas de ponta já estão mapeando áreas estratégicas, ao alvo de políticas govenamentais e chamadas, produções de projetos. Em concomitante profissionais engajados também estão nesta trilha, visando consultorias ou produtos afins.

     - O complexo campo jurídico em meio ambiente e seus instrumentos ainda mais de vitrine do que de laboratório, deverão complementar tudo isso. As demandas judiciais e projetos viáveis ou não, técnicos ou não, científicos ou não, de desejo da região ou de uma tutela pela incompreensão das massas populares, tornarão os direitos difusos algo tangível, alcançavel e compreendido pelos grupos e sociedade.

    - Produtos, serviços, linguagens, e tecnologias que ainda estão inacessíveis deverão ser exploradas largamente impulsionando uma economia própria. Isso irá bombar em algum momento. O entrave ainda está na tal da cultura anti-ambiental (pró economia convencional) a ser vencido. Mas está mudando, veja aí a iniciativa em juntar música, rock e sustentabilidade, num mega evento - comece com você; que acontece agora em Novembro em Paulínia-SP.

Mesmo já com grande grupo de profissionais em meio ambiente, estes ainda estão travados na formatação de atender a burocracia ao invés de ambientá-la ao contrário (pró ecologia). Não estamos falando de pesquisadores autonômos e ativistas ecológicos, ambientalistas conscientes do seu trabalho. Estamos falando de uma maioria que critica estes e também atua na área ambiental. Falta coerência no exercício da profissão, também.

Mas o que de fato se pode notar, é que ao invés de um rio desponta sim um oceano de oportunidades! Tá esperando o quê? Seja bom.

crédito da foto: Estratégia do Oceano Azul